Liberte-se do Comer Emocional: Transforme sua Relação com a Comida!
- Patricia Aquino
- 21 de jul. de 2023
- 4 min de leitura
Aqui estão alguns sinais indicadores de comer emocional e algumas maneiras de evitá-lo.
Você come mesmo quando não está com fome? Muitos de nós comemos por razões emocionais.
A compulsão alimentar é muitas vezes motivada pelo que o cérebro percebe como uma recompensa, não pela necessidade real das células do nosso corpo de transformar comida em energia.
Nosso estado emocional e nossa capacidade de regulá-lo podem determinar a maneira como comemos. Ansiedade, tristeza, solidão ou alegria são fortes condicionantes para algumas pessoas comerem, mesmo sem sentir fome. Nesses casos, o controle do comportamento alimentar é relativamente perdido e, frequentemente, surge uma alimentação inadequada que costuma trazer consequências - ganho de peso, por exemplo - e que volta a gerar sentimentos de culpa e tristeza, entrando em um círculo de desconforto.
O que exatamente é comer emocional?
Em geral, comer emocional é quando comemos não para resolver a fome biológica, mas para ajudar a acalmar uma emoção. Na verdade, não estamos com fome de comida - estamos procurando aliviar algum tipo de emoção.
Dessa forma, procuramos nos acalmar. Dessa forma, esperamos aliviar algo desagradável ou evitar uma emoção com a qual particularmente não queremos estar.
Quando o comer emocional se torna um problema?
O comer emocional é frequentemente usada como uma distração prazerosa ou conforto relacionado a estressores.
Mesmo entre aqueles com peso normal, a alimentação emocional pode ser problemática.
É frequentemente caracterizada pela ingestão de alimentos processados e ricos em calorias, que geralmente são ricos em açúcar e gordura.
Se comer alivia o estresse, deve ser bom, certo?
Se compararmos com outros mecanismos de enfrentamento não saudáveis (uso de drogas/álcool, compras compulsivas), comer é relativamente barato, conveniente e socialmente aceitável.
Mas se isto se repete constantemente com o objetivo de aliviar situações estressantes pode trazer consequências bem negativas. Não só podemos criar problemas adicionais (ganho de peso, sentimento de culpa, sono ruim se comermos tarde da noite), como também nos impedimos de lidar adequadamente com a situação.
Embora a distração de nossos problemas possa servir a um propósito a curto prazo, muitas situações precisam ser processadas de forma eficaz. Portanto, comer emocional atrapalha a resolução de problemas e o enfrentamento focado na emoção.
Qual é a conexão entre comer emocional e compulsão alimentar?
O comer emocional também pode levar à compulsão alimentar, que se caracteriza por comer grandes quantidades de comida em um curto período de tempo e sentir falta de controle ao comer.
Outros sintomas às vezes incluem comer rapidamente, sentir-se desconfortavelmente cheio, sentir culpa/depressão/repulsa, comer grandes quantidades quando não está com fome, comer sozinho devido à vergonha ou esconder comida. Esse tipo de alimentação causa muito sofrimento e interfere no funcionamento geral.
Quais são as alternativas mais saudáveis?
Alguns mecanismos de enfrentamento alternativos são importantes. A solução definitiva é buscar psicoterapia para adquirir estratégias para lidar com o emocional e ter outras alternativas, mais saudáveis, para regular as emoções.
De qualquer forma, as pessoas podem procurar maneiras de encontrar paz em meio a sua situação se não houver meios imediatos de resolvê-la (os estressores podem incluir a perda de um ente querido, um emprego ou circunstâncias financeiras que não mudarão da noite para o dia).
Há algumas maneiras de distrair a mente para não recorrer à comida. Estes mecanismos de enfrentamento para distração/conforto podem incluir:
Leitura
Brincar com um animal de estimação
Planejando uma viagem
Crochê, tricô
Fazendo um quebra-cabeça
Tomando um banho
Jogando um jogo
acendendo uma vela
recebendo uma massagem
Acalmar-nos pode ser conseguido por:
Estar na natureza (ou jardinagem)
Atividade física
Respiração profunda
falando sobre isso
práticas espirituais
Conversando com um profissional
Ajudar outras pessoas com desafios semelhantes
Manter um diário de gratidão
A alimentação emocional é considerada uma armadilha/vício?
Quando ficamos estressados por um longo período com sentimentos de raiva, solidão, tédio, injustiça etc., são nessas situações que o corpo começa a produzir grandes quantidades de cortisol. Isso aumentará o apetite por alimentos que contenham açúcar, junk food e outros.
Esses tipos de alimentos certamente proporcionarão alívio, mas isso é apenas temporário. Eventualmente, torna-se um ciclo. Então, quando algo acontece que o deixa infeliz, que aumenta seu desejo por alimentos não saudáveis - esse ciclo pode levar ao vício e desenvolver uma condição chamada 'resistência à leptina. Isto gera falta de controle do apetite – o que leva a comer demais, o que leva ao acúmulo de gorduras no abdômen e em outras partes do corpo, fazendo a pessoa a ter sobrepeso e obesidade, aumentando o risco de doenças cardiovasculares, pré-diabetes tipo 2 diabetes, hipertensão, dislipidemia, osteoartrite, etc.
Quando pedir ajuda?
A pessoa que quer parar de comer emocionalmente precisa:
Buscar psicoterapia para ter maior consciência sobre estresse e comida, aprender a lidar melhor com as emoções, ter estratégias mais eficazes para evitar buscar alimentos como intuito de regular as emoções.
Buscar um profissional da nutrição para ter uma dieta flexível, não só para perder peso, mas também para ser um guia do quanto se está saindo da alimentação saudável.
Fazer atividades físicas. Isto não quer, necessariamente, ir para academia. Pense em movimentar-se!
5 lições: a melhor maneira de lidar com a alimentação emocional:
Quando consideramos a comida, especialmente alimentos com açúcar, fast food, chocolate, etc., como calmante, é um sinal de que estamos comendo emocionalmente.
Alguns passos para combatê-lo:
Primeiro: reconheça que isto está acontecendo. Algumas pessoas não estão totalmente conscientes porque uma alimentação emocional pode ser irracional. Pode assumir a forma de "deliscar" (comer pequenas porções de comida ao longo do dia) ou comer um pouco mais nas refeições.
Verifique seu peso uma vez na semana (não é indicado verificar todos os dias. Isto pode gerar ansiedade). Verificar seu peso pode lhe mostrar que está na direção errada e, em seguida, fazer uma correção de curso antecipadamente.
Alimente-se de forma saudável, hidrate-se adequadamente. Siga uma dieta que seja flexível e individualizada.
Enfrente as situações que está causando o estresse. É melhor encontrar maneiras de lidar com o problema subjacente que está causando o estresse, em vez de mascará-lo com comida.
Pratique yoga, mindfulness, mindfulness eating. Caso isto não ajude, buque um psicólogo especializado em transtornos alimentares.
By Patrícia Aquino
Fonte: Vital, J. El comer emocional: Cuando nos alimentamos desde nuestras emociones. Área Humana: Investigación, Innovación Y Experiencia em Psicología.
Emotional eating: Hilotin, J. Do you eat even when not hungry? Here are some tell-tale signs of emotional eating, and some ways to avoid it. Gulf News
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